Sobre


Nascida em 2003 a caminho do III Fórum Social Mundial, a revista GLOBAL/Brasil procura gerar um espaço de encontro e articulação através do debate entre militantes, professores, estudantes, intelectuais, artistas, trabalhadores e empreendedores com uma outra visão das dinâmicas da globalização. Sintoniza-se portanto com os movimentos globais (de Seattle ao Fórum Social Mundial), assim como com a ação local (movimentos de pré-vestibulares, organizações pró-moradia, redes culturais e coletivos de artistas). Os debates são realizados através de uma rede denominada UNIVERSIDADE NôMADE (http://www.universidadenomade.org.br) através de seminários e fóruns em universidades e outros espaços sociais e culturais que têm na revista GLOBAL/Brasil um de seus canais de veiculação. O contexto atual é de mobilização social democrática, de expressão cultural intensa e de políticas públicas eficazes mas permanece, sobretudo no cenário da Comunicação, certa hegemonia de práticas comerciais freqüentemente monopolistas. A produção direta de mídia livre é uma demanda objetiva e contundente da sociedade brasileira à qual a revista GLOBAL/Brasil pretende responder.

A GLOBAL/Brasil manteve, ao longo de suas 11 edições, 4 seções fixas (Trânsitos, Conexões Globais, Universidade Nômade e Maquinações) com distintas abordagens editorias – artigos jornalísticos, ensaios acadêmicos, entrevistas polêmicas, dossiês especiais, imagens de obras de arte contemporânea, de performances e de intervenções, desenho, fotografia, quadrinhos, entre outras – que correspondem, na prática, aos diferentes perfis dos colaboradores a nível nacional e internacional. As 11 edições da revista levaram a seu público uma combinação de reflexão ousada com suporte visual de qualidade original.

A seção Trânsitos aborda o contexto sócio-político brasileiro da atualidade: as questões prementes dos movimentos sociais, as políticas públicas nas diferentes áreas do governo, a repercussão dessas relações entre governo e movimentos brasileiros no contexto direto latino-americano, mas também no contexto mais global.

A seção Conexões Globais traz as mesmas questões, mas explora o contexto imediatamente global: movimentos na Argentina, o zapatismo no México, as lutas na Palestina, o poder constituinte na Bolívia e a revolta dos jovens de Copenhagen são exemplos de temas já tratados nessa seção.

A seção Universidade Nômade traz sistematicamente as últimas discussões e ações promovidas pela rede Universidade Nômade com ênfase nas dinâmicas sócio-culturais que lutam pela democratização do acesso ao saber, pela abertura das instituições universitárias aos setores da população historicamente excluídos e por organizações de produção mais plurais e cooperativas.

A seção Maquinações traz reflexões e reportagens sobre essas lutas para além das tradicionais instituições do saber e do poder: os questionamentos dos artistas contemporâneos sobre o papel do museu, as ousadas aproximações entre psicanálise e política, as inovadoras produções das favelas e periferias urbanas são exemplos de maquinações da multidão contemporânea.

Com uma proposta visual criada com a colaboração de designers e artistas brasileiros, a GLOBAL/Brasil busca provocar um diálogo entre imagem e texto, fugindo da imagem-verdade do jornalismo para criar uma possibilidade de “imagem-arte-interferência”. Assim, para além dos temas dos debates, artigos e entrevistas, é também em sua forma que a revista constitui a articulação entre produção de conhecimento e tecnologia, produção política e produção estética. Desse modo, a GLOBAL/Brasil amplia o espaço comum que existe entre as atividades da produção de saber, da ação política e da expressão cultural e artística, reverberando as discussões emergentes dos contextos regional, nacional e global no que tange às novas tendências e aos novos conflitos nos campos da comunicação, da política, da cultura e da arte. Uma das grandes potencialidades da revista é justamente aquela de unir multiplicidades, dando voz e vez a atores sociais ausentes da grande mídia. Com isso, permite uma inovação de forma e conteúdo no mercado editorial brasileiro.

O público alvo da GLOBAL/Brasil é composto por militantes e participantes de movimentos sociais, além de interessados em comunicação, arte e cultura mais especificamente; Universitários: não apenas professores e pesquisadores mas também alunos e funcionários em geral, ou seja, a revista é realizada para e por todos aqueles que se empenham em construir uma universidade e uma comunicação mais democrática, com livre acesso ao saber e aberto ao intercâmbio latino-americano e internacional; A revista é dirigida a um público “formador de opinião” transversal a todas as classes pois acredita na possibilidade de transformação da sociedade através da participação de todos os seus segmentos sociais. Esse é o diferencial da Revista GLOBAL/Brasil.

O desenvolvimento de parcerias também faz parte do objetivo da iniciativa de comunicação. A GLOBAL/Brasil conta, por exemplo, com a participação da rede Imaginário Periférico de artistas plásticos. E o âmbito mais amplo constituído pela Rede UNIVERSIDADE NôMADE usufrui de parcerias institucionais com o Ministério da Cultura através da participação em seus editais, com a rede que organiza anualmente a Expo Brasil Desenvolvimento Local, com a Escola de Comunicação da UFRJ (onde foram realizados os seminários nacionais e internacionais Mídia da Crise/Crise da Mídia, Fórum de mídia livre, Fórum Livre do Direito Autoral e A Constituição do Comum), com o Laboratório Território e Comunicação da UFRJ (com o qual foram realizados os Seminários O Trabalho da Multidão, sendo que o segundo da série em parceria com o Museu da República). Uma outra parceria foi realizada com o Sesc de São Paulo para o Seminário Cidade Ocupada. Com a Casa Rui Barbosa foi realizado um ciclo de colóquios ao longo de 2008 (Cultura, trabalho e vida na crise do capitalismo, vide o site http://www.casaruibarbosa.gov.br) e de 2009 (Resistência e Criação e Cultura, Trabalho e Vida). A Rede Universidade Nômade desenvolve também parcerias com as redes Universitá Nomade (Itália) e Universidad Nómada (Espanha).

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