Conselho Popular do Rio de Janeiro e Movimentos Sociais unidos contra a remoção
NÃO À REMOÇÃO! FAVELA TAMBÉM É CIDADE.
Tendo em vista a tragédia ocorrida após as últimas chuvas que atingiram principalmente as favelas e as comunidades pobres, vimos manifestar ao Poder Público e à população da Cidade do Rio de Janeiro o seguinte: (mais…)
Essa mobilização não é outra coisa senão um manifesto público em busca de respostas às atitudes dos governos municipais e estaduais, em relação às comunidades situadas em encostas, mais especificamente Favelas, ditas áreas de risco, claramente declinando a democracia para uma nova velha política de segregação e autoritarismo. Governando de uma forma para ricos e de outra para os pobres. Dois pesos duas medidas. Para os ricos das encostas, contenções de encosta e presto restabelecimento dos serviços. Para os pobres imposições de decretos e uso abusivo da força, respaldados em leis que antes contemplavam as favelas e que agora se interpretam de forma contrária. Relegar a nossa dignidade e cidadania à remoções é lamentável retrocesso. (mais…)
Catástrofes e descaso do poder público na gestão urbana: onde está o problema?
Aos que tiveram a vida ceifada nas últimas semanas em função da catástrofe do início de abril, e as famílias que estão convivendo com esta tragédia, os nossos profundos sentimentos! O Fórum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio solidariza-se com todas e todos que moram em morros, encostas, beiras de valas, valoões, próximos a rios, periferias e baixadas. (mais…)
Nós moradores da Rocinha denunciamos a todos a forma autoritária como a prefeitura do Rio vem causando um grande “terror psicológico” aos moradores com a anunciada remoção total dos moradores do Laboriaux e também agora da Dionéia, após as chuvas e as quedas de encostas que fizeram 2 vitimas fatais. (mais…)
Associação de Moradores de Vila Autódromo
Núcleo de Terras e Habitação
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
“Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças, desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente em local para assembléias entre os moradores, movimentos sociais e representantes de diversas entidades, expressam o repúdio da comunidade Vila Autódromo ao projeto de remoção de centenas de famílias pobres para a construção no local de equipamentos para os jogos olímpicos de 2016. (mais…)
Quando um novo governo chega a Prefeitura da cidade espera-se observar modificações na forma de administrar o patrimônio público Nós da Cooperativa Orla Legal, em 2008, procuramos os candidatos à prefeitura e demonstramos as irregularidades na administração dos 309 quiosques da orla marítima. No início da gestão entregamos uma carta às secretarias da Casa Civil, do Meio Ambiente, a Especial de Ordem Pública e até na de Cultura intitulada Ordem para os Quiosques de Nossas Praias, mas depois de muita insistência ouvimos do líder do governo na Câmara dos Vereadores, que a prefeitura deseja manter a parceria com a concessionária Orla Rio. (mais…)
De acordo com os estudiosos do tema das migrações, existem hoje cerca de 200 milhões de migrantes em circulação no mundo; são números bastante expressivos, que permitem postular a existência de um sexto continente – o “continente móvel” – que corresponde a praticamente 3% da população mundial. Algo do tamanho da população brasileira vive em contínuo movimento migrante; seria como imaginar todo o nosso país migrando pelo mundo. Yann Moulier-Boutang chama este movimento em massa de “Continente da Fuga”, uma terra que tem de ser sistematicamente conquistada e que começou a ser delineada a partir da fuga do trabalho dependente, da escravidão e da servidão, acabando por ter um caráter positivo nos países de imigração ao criar as condições que favorecem a acumulação. (mais…)
Festejamos a premiaçãoda GLOBAL/Brasil como Ponto de Mídia junto com outras 78 iniciativas de comunicação independente por todo o Brasil. Gostaríamos de proporuma reflexão sobre essa importante política do Ministério da Cultura enfatizando dois aspectos: a necessidade de estendê-los ao Ministério das Comunicações (em complemento, e não em competição, com a sua implementação pelo MinC); e sua contribuição ao domínio do comum (tema do Fórum Livre do Direito Autoral de 2008). (mais…)
Escrevo esse artigo, que trataria da relação das chamadas mídias livres no campo da comunicação social, no momento que sai a proposta das novas diretrizes para o curso de jornalismo. Inevitável mostrar como o cenário do midialivrismo gera reação até onde seria o campo da recepção das novas demandas sociais: a formação acadêmica. De antemão, não há muitas novidades nas diretrizes para o ensino de jornalismo, senão uma tentativa de posicionar-se diante ao fato cabal de que o campo da comunicação social se tornou mais elástico e rico, e o campo do jornalismo, mais restrito e corporativo. É nessa tensa relação (mais…)