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A Tunísia é a nossa Universidade > Anna Curcio e Gigi Roggero

terça-feira, agosto 2nd, 2011

Notas e reflexões da Liberation without borders tour

Por Anna Curcio e Gigi Roggero* | Tradução de Pedro B. Mendes

Hoje, a Tunísia é um laboratório político extraordinário. Destruindo definitivamente qualquer reminiscência inveterada do espelho colonial, no qual a “periferia” deve observar o “centro” para ver a imagem de seu futuro refletida nele, as lutas sociais estão determinando o ponto mais avançado no interior do capitalismo global. Realizar pesquisa neste laboratório representa a possibilidade de encontrar respostas e desenvolver questões políticas não resolvidas.
Acima de tudo, emergem aqui algumas indicações fundamentais sobre a temporalidade da crise. Entre 2007 e 2008, quando começamos a desenvolver nossa análise da crise econômica global, não poderíamos imaginar a deflagração de novos ciclos de luta. Ou melhor, esses novos ciclos eram de caráter fragmentário e não generalizado. Hoje, podemos ver como o próprio conceito de ciclo deve ser completamente repensado: quando a crise já não é uma fase específica, mas um elemento horizontal permanente e insuperável do capitalismo cognitivo, as próprias lutas adotam uma temporalidade diferente. Elas aguardam e atacam o inimigo onde ele é mais fraco, ou seja, onde a composição do trabalho vivo é a mais forte. (mais…)




Oito teses sobre a Universidade (Alberto de Nicola e Gigi Roggero)

domingo, dezembro 20th, 2009
Alberto de Nicola
Gigi Roggero

Bill Readings escreveu “The University in Ruins” em meados dos anos noventa (1996, na edição da Harvard University Press). A Universidade estatal está em ruínas, a universidade de massa está em ruínas, e a universidade, enquanto lugar privilegiado da cultura nacional, também está em ruínas. A própria cultura nacional está em ruínas. Podemos ler esse processo a partir da nossa perspectiva de participação em movimentos do trabalho vivo: este é o ponto de vista no qual situamos nossa análise. E, tanto a crise da universidade, quanto a da cultura nacional, foi determinada, acima de tudo, por esses movimentos. Não temos nenhuma nostalgia, portanto. Na realidade, a ‘empresarialização’ e a construção de uma “universidade global”, para usar as palavras de Andrew Ross, não são uma imposição unilateral. São processos baseados em relações sociais, ou seja, relações de força. Não achamos útil se opor a este processo em nome do passado, nós contribuímos para sua supressão. Ao contrário, temos que transformar esses processos em um campo de conflito. Devemos investir contra eles em um estágio avançado: este é o problema. Precisamos analisá-los para descobrir formas de resistência e linhas de fuga.

Mas, o que é a universidade atualmente? Do ponto de vista capitalista, é um dos locais de hierarquização da força de trabalho. Os mecanismos de valorização, desvalorização, desmantelamento e segmentação da força de trabalho estão baseados no conhecimento e no controle da produção de conhecimento. Mas, a universidade não é o único espaço para tal controle, pois há um transbordamento da produção de conhecimento das instituições de ensino: esta produção se difunde pelas redes de cooperação social, redes que são, por sua vez, ambivalentes, uma combinação conflituosa de autonomia e de comando capitalista, de lutas por liberdade e resultados apropriados pelo mercado. Assim, no contexto mais amplo das metrópoles, a universidade se torna cada vez menos central na hierarquia capitalista, embora continue sendo um local de grande concentração espaço-temporal da força de trabalho. (mais…)







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