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Movimento dos Sem SatéliTe (Bruno Tarin)

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Bate-Papo Online sobre o Movimento dos Sem SatéliTe (MSST)
com Bruno Tarin, Bruno Vianna e Ricardo Ruiz
29/10/10 e 30/10/10

tarin: Bom, então pra começar daria para você nos explicar essa sigla MSST

vianna: o movimento dos sem satélite com certeza faz referência a movimentos sociais
especialmente os que lidam com ocupação – rural como o MST, urbana como o movimento dos sem-teto isso ao mesmo tempo que coloca o msst como uma vanguarda, um movimento que poderia propor ações de desobediência civil mas tb expõe um problema do movimento, afinal esses aparelhos não são territórios facilmente ocupáveis o msst estaria lutando pela liberdade de comunicação. Mas é bem mais do que isso

tarin: bom o mst como vc mesmo falou tem uma atuação na área rural o movimento dos sem-teto na área de habitação o dos sem satélite estaria lutando pelo oq?

vianna: ei, tarin, vc tem que dizer que eu não tô falando como integrante ou porta voz do msst viu?

vianna: é uma visão minha

tarin: já tá dito

vianna: beleza 🙂

vianna: mas voltando ao movimentos, eles lutam principalmente por uma autonomia, uma soberania popular se vc pensar nos objetivos mais recentes do mst, eles já tão ultrapassando a questão de soberania alimentar e pensando numa soberania energética fazer álcool para os próprios tratores então o que é interessante do msst é pensar numa autonomia de comunicação. Existem experiências muito bacanas de redes autónomas locais de internet mesmo como o guifi.net, que cobre grande área da catalunha mas como levar isso a uma escala global?
O satélite é uma solução, mas colocar satélites novos no ar, como o ruiz disse, seria uma incoerência com outros princípios do movimento uma ecologia do espaço aí entra a ocupação satelital, que é algo que ocorre de maneira um pouco naif nos satélite bolinha

tarin: vianna o MSST me parece uma crítica a própria idéia de movimento “organizado”, centralizado e com bandeiras unificadas. Como você mesmo citou que essa entrevista é uma visão sua me parece que o próprio MSST trabalha nas ações locais buscando um fluxo global ou intergaláctico, priorizando a pluralidade das ações individuais como você vê essa questão dos movimentos atualmente e principalmente movimentos como o MSST que se dão através da internet

vianna: exatamente o que o msst faz ao propor essas… não-bandeiras, sei lá, é expor essas incoerências, expor essas impossibilidades, catalizando idéia, propostas, o msst inspira as vezes expira tb

ricardo: as vezes transpira

vianna: transpira, vc pensa que o território dos satélites geoestacionários é a linha do equador, é onde a terra transpira mas teria que conspirar mais

tarin: opa mas então ontem terminamos o papo falando sobre organização e movimentos atualmente
e como o MSST se posiciona dentro do fluxo de resistência global. Vianna vc dizia que é necessário conspirar mais

vianna: acho que o msst é uma super plataforma para conspiração, de criação de cenários imaginários

tarin: dos futuros inimagináveis?

vianna: que vão terminar influindo nesses futuros. Quando se mistura o real inimaginável e o imaginário possível, temos uma arma super forte de contra informação.

vianna: Meu tio é eng. aeronáutico, ele mandou o meu filme satélite bolinha para um colega especialista em satélites, esse colega mandou um email um pouco agressivo, ele viu o filme e disse que era impossível que um satélite americano fosse usado para bater papo e que um brasileiro lançasse um satélite por meios próprios. O que estou querendo dizer é que essas informações mexem muito com as pessoas. Estamos derrubando ceticismos!

tarin:Vianna vc tá falando de satélite bolinha explica melhor o que é isso e já vou aproveitar pra te perguntar sobre a relação que seu novo filme de nome satélite bolinha estabelece entre comunicação alternativa, radical e autonomia versus a tecnocracia. Desobediência civil diante da falta de acesso e burocracia. Existe algum paralelo com o MSST?

vianna: O satélite bolinha é um apelido dado por brasileiros a um satélite militar norte americano, alguns radioamadores perceberam que o acesso a esses satélites não era bloqueado e essa informação se disseminou. Ter acesso a esse satélite significa ter acesso a uma ferramenta de comunicação incrível, ele tá numa área super privilegiada no espaço, numa posição estacionária em relação à terra, isso quer dizer que é muito fácil apontar uma antena pra ele e transmitir e o que ele faz com sua transmissão de rádio é retransmitir ela pra meio mundo! Daí você pode bater papo de qualquer lugar do brasil pra qualquer lugar nos EUA por exemplo ou usar como uma rádio de notícias, como as FARC faziam (ou fazem, talvez)

tarin: ou seja a partir do que já existe criar novos meios de se comunicar, de fazer política, outras perspectivas e possibilidades de possível para tecnologias que já existem e estão em pleno uso. Isso tem tudo haver como todo um fluxo pela reapropriação tecnológica vêm lutando para dar novos entendimentos a antigas ferramentas.

vianna: sim, a tecnologia tá aí, e o mais importante, a demanda é muito grande. Por isso todo o arsenal legal contra as tecnologias livres de comunicação. Não se trata só reciclagem de antigas ferramentas mas imaginar novas e isso me parece ser uma das ações mais conspiratórias do MSST

vianna: o que ocorre, claro, é que as transmissões são abertas e monitoradas pelos EUA

tarin: Vianna deixa aqui o link para o seu filme, assim quem se interessar pode ver melhor a questão dos satélites bolinhas

vianna: http://www.youtube.com/watch?v=veDZfejpbs8

tarin: vamos entrar então no MSST que é um movimento de movimentos, um fluxo e não uma ilha de conhecimento, cultura e resistência. Me parece que o MSST se coloca no meio. Nos meios de comunicação mas também no entre arte e técnica. Entre o imaginário e o inimaginável. Como vc vê então a criação dessas novas ferramentas dentro de um movimento como o MSST. Como arte, software livre e gambiarra caminham junto?

ricardo: eu acho que ele se coloca nas bordas

vianna: é uma máquina

ricardo: eh a borda

vianna: um processador, não de computador, mas de cozinha mas é máquina de guerra tb

tarin: arte, software livre e gambiarra não caminhariam juntos mas estariam completamente misturados criando uma nova forma. O MSST seria uma máquina de força centrífuga?

vianna: é isso, porque essas máquinas tem o poder de reciclar

tarin: Me parece que o MSST então poderia ser visto como uma máquina de pegar periferia (borda) e centro e misturar tudo, como as FARC fazem ao se utilizar de tecnologias militares americanas que sistematicamente os oprimem. Uma reciclagem, um novo uso para velhas formas.

vianna: é, mas a FARC trabalha num plano muito menos imaginário. O MSST quer alterar os fluxos de idéias, pensamento.
Tem uma coisa interessante em relação ao bolinha que é bom voltar, o fato dele ser aberto traduz uma cultura tecnológica que tem muito a ver com a internet, ele é o mais simples possível, um mero repetidor. Se pensarmos que ele foi lançado no começos dos anos 80, quando tava se desenvolvendo a internet pode-se dizer que tem um parentesco mesmo, afinal o bolinha e a internet são crias dos militares americanos que depois foram apropriados de maneira muito mais interessante

tarin: foram hackeados

vianna: mas o fato de ser aberto também favorece a monitoração aí é um pouco a analogia da favela, de ruelas fechadas, contra os boulevards, abertos e vigiáveis ou da kasbah. Os americanos estão sempre vigiando esse satélite. e se eles conseguem rastrear a posição que qualquer celular no mundo, que dirá de alguém que usa o bolinha. Isso deu no departamento de defesa gringo ter mandado uma lista de endereços de usuários do bolinha pra nossa polícia federal e uns 20 deles foram indiciados. Uma operação “conjunta”. Mas o mais interessante, e isso não tem no documentário, é que eles foram indiciados pela lei de telecomunicações, por usar frequências que não podiam estar usando ou seja, a mesma lei que fecha rádios comunitárias.

tarin: Contudo o MSST assim como as pessoas que utilizam os satélites bolinha continuam lutando através do hackerismo e da reciclagem de matéria e idéias pela liberdade e por novos futuros inimagináveis

vianna: então de maneira inconsciente – ou não, nunca consegui falar com um dos usuários do bolinha – eles estão se juntando aos que propõem a ocupação das ondas do ar, a apropriação cidadã do espectro etc

vianna: Mas acho mt bonito o MSST atuar no córtex, as bandeiras do MSST instigam ações oníricas

tarin: como a astrologia artificial? que se baseia no movimento dos satélites como forma de alteração das ações e comportamentos humanos.

vianna: é isso! Pensar na influência dos astros artificiais, porque a influência deles é real e imaginária. Real, porque pessoas são assassinadas por robôs controlados por satélites em guerras e outros eventos, fora todos os efeitos que os satélites nos causam. A realidade virou pesadelo de ficção científica

tarin: e também imaginária, mágica, uma tecnomagia?

vianna: isso. Porque os satélites se somam a uma tradição tecnomágica da humanidade

tarin: códigos binários que falam com os orixás e que conversam com os elementos da natureza

vianna: quando vc nasceu podia ter um GPS em sagitário

vianna: Quero finalizar dizendo que pelo fato do MSST trabalhar no campo imaginário, ele tem que ter o mínimo de definição, como se o estatuto fosse algo do tipo – imagina você mesmo um estatuto – mas fico pensando se isso tem que estar exposto mesmo, afinal essa frase mesma não seria um estatuto?

Para saber mais sobre o MSST pode-se acessar:
http://devolts.org/msst/

Filme Satélite Bolinha de Bruno Vianna:
http://www.youtube.com/watch?v=veDZfejpbs8

Guifi:
http://guifi.net/

Para baixar o livro Futuros Imaginários – das máquinas pensantes à aldeia global
de Richard Barbrook:
http://pub.descentro.org/livro/futuros_imagin%C3%A1rios_das_m%C3%A1quinas_pensantes_%C3%A0_aldeia_global

Texto de Glerm Soares sobre o MSST comentando a conversa acima

A sigla MSST já existe como uma brincadeira desde os primeiros encontros de conhecimentos livres promovidos pelo ciberativismo midialivrista brasileiro como uma espécie de chiste sobre a condição de luta de classes na tecnocracia – enquanto os donos do maquinário e do capital que permite a realização da tecnologia sublimam o fetiche tecnológico e inventam seu consumo, nós que estamos entre os que constroem o simbólico e a linguagem computacional de maneira mais poética e apaixonada tentamos encontrar uma unidade entre aqueles que utilizam a tecnologia como meio para sua expressão subjetiva mais urgente e aqueles que expressam-se inventando a computação da mesma forma.

É importante atentar para o fato que MSST no fundo não é sobre satélites ou computadores e que não reivindica tecnologia e sim questiona como podemos compreendê-la sem ser consumidos por ela. É sobre a vertigem de ver a história repetir-se como farsa, do risco constante de uma busca por conhecimento ser materializado em consumo do fetiche tecnológico deixando a descoberta da faísca perder-se no caminho. O motivo declarado em manifesto – “Construiremos nosso próprio satélite – ou não?” – É expressão dessa vertigem: ao construir o satélite, ou ao desenvolver técnicas singulares para uma comunidade informatizada passamos a ter acesso a um poder que corrompe na medida que são ferramenta potenciais para manutenção de atuais canais de alienação, sobretudo no fetiche da industria da computação e da comunicação. É preciso entender a computação como linguagem natural, para além dos objetos que a indústria transforma em “necessidade” e ergonomia atrofiadora do dia-a-dia urbano.

Outra coisa que caracteriza esse movimento é que ele vai se fortalecendo como um movimento sem fronteiras. Passou também a ser uma forte identidade de diálogo com alguns grupos de língua castellana, catalana e italiana de origem latino americana e européia. Uma iniciativa do MSST vai também reproduzindo-se no forúm de ciberativistas latinos n-1 : https://n-1.cc/pg/groups/36140/msst-movimento-dos-sem-satlite/

Peço então que atentemos sobretudo sobre o caráter coletivo do movimento, que busca uma identificação de pares que percebem-se na mesma condição: uma ponte entre os que conhecem os mecanismos da indústria e sociedade da informação mas percebem um papel de reverter o ritmo competitivo para uma contemplação apaixonada e não fetichista da tecnologia e curiosos sem acesso ainda a este conhecimento. E a importancia de perceber as pessoas no entorno que vão construindo e nos meios de subsistência dentro dessa percepção comum de um conhecimento não tecnocrata sobre a computação e sua potência de construção do simbólico e imaginário, é o que guia este movimento.




O teatro para além dos eixos (Atílio Alencar & Leonardo Foletto)

quinta-feira, novembro 25th, 2010


Atílio Alencar de Moura Corrêa e Leonardo Foletto

Integrado ao Circuito Fora do Eixo, o Palco Fora do Eixo surgiu no início de 2010 a partir da necessidade de agregação e potencialização dos grupos teatrais independentes de todo o país, a exemplo do que vem acontecendo em anos recentes com a música. Num país de dimensões continentais e com tamanha exuberância cultural, um dos grandes desafios que se apresenta – e que se mostra indissociável do processo de formação de público – é justamente a criação de rotas de circulação viáveis e que democratizem o acesso aos espetáculos, numa realidade em que teatro ainda parece sinônimo de arte elitizada ou restrita aos círculos herméticos de pesquisa na área. Assim, é no mínimo ousada a proposta dos coletivos que engendraram o PFE: resgatar – sem cair na cilada fácil da caricaturização oportunista – o sentido mais radical da arte popular, adequando esquetes, espetáculos e performances à locais e públicos os mais diversos – e quase sempre distantes do que é tácitamente aceito como imprescindível em termos de condições estruturais. Pois foi ali mesmo onde a precariedade parecia configurar um obstáculo, que a criação coletiva viu uma veia potente a ser explorada. Armazéns abandonados, bares, praças e outros palcos provisórios passaram a ser encarados como zonas autônomas temporárias, numa lógica de ocupação produtiva e prazerosa marcada pela mobilização festiva, bem ao encontro do que descobrimos ao revirar as raízes do teatro ocidental. Não é a toa que uma das ações do PFE que mais vem chamando a atenção leva o nome de Ditirambo – alusão direta às celebrações dionisíacas que banhavam de vinho as ruas da Grécia Antiga – e prima exatamente pelo excesso, pela indivisibilidade entre cultura e cotidiano. A cultura tornada, de fato, coisa pública. (mais…)




Da paisagem-trouvée ao território inventado (Newton Goto)

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Por Newton Goto
(texto originariamente publicado na revista Tatuí)

Um montanhista sobe uma montanha porque ela está lá. Um artista faz arte porque ela não está lá.1
Se o circuito de arte é um território já posto, basta ao artista, como um alpinista, trilhá-lo.
Ou, como artista, o próprio território da arte será algo inventado.

A quase totalidade das sociedades urbanas do mundo ocidentalizado sustenta-se sobre modelos de desigualdade e controle social, por ora (pós-queda do muro de Berlim) plasmadas num neoliberalismo econômico sem fronteiras. A atuação do artista como intelectual crítico continua sendo a de revelar e desconstruir as convenções culturais que reduzem a vida à mercantilização dos desejos, burocratização e alienação dos fazeres, padronização das subjetividades, dos costumes e das linguagens. Se o mundo está muito injusto, errado, insano e doente, se a desumanidade governa, por que a arte e o pensamento simplesmente atenderiam às suas demandas como supridores de objetos específicos e alienados, alimentando com novos produtos uma gigante máquina suicida? Instaurar um novo ambiente, linguagem e realidade, é nadar contra a corrente. A contracultura e a antiarte continuam sendo necessidades contemporâneas, ou como Hélio Oiticica apontou, entre uma das seis características de uma arte brasileira de vanguarda: “o ressurgimento do problema da antiarte”2. E essa nova realidade desejada pela arte é em princípio o imaginário e o sensorial, individual e coletivo, a partir do qual é possível perceber as coisas diferentemente, agir e transformar. (mais…)




EME, o Estúdio Móvel Experimental (Ivan Henriques e Silvia Leal)

quinta-feira, novembro 25th, 2010


Ivan Henriques e Silvia Leal.

“EME, Estúdio Móvel Experimental, é uma residência móvel de pesquisa integrada em meio ambiente e auto-sustentabilidade, entre arte, ciência e tecnologia. Este projeto foi idealizado pelos artistas Ivan Henriques e Silvia Leal como uma plataforma interdisciplinar de pesquisa com foco na Mata Atlântica em torno da Baía de Guanabara. EME é um veículo itinerante no Estado do Rio de Janeiro que começou suas atividades em Setembro de 2009. Através deste projeto multidisciplinar pretende-se enfatizar a conscientização ambiental, histórica e artística do Estado do Rio de Janeiro. (mais…)




ULA, a Universidade Livre das Artes

quinta-feira, novembro 25th, 2010

1- A “ULA!” Universidade Livre das Artes reclama o direito de existir neste planeta, como um espaço de desaprendizagem contínua

2- Os saberes de cada lugar servem como zona de contaminação para a ULA! ,sobretudo em ambiente externo ,pois é lá que reside “o saber e o sabor” em “tempo real” .Portanto, a ULA! é também uma extensão da rua,assim como da escola de rua (ação já desenvolvida por integrantes da ULA!) . A rua não pode servir de álibi para conter os anseios da população, mediante o uso da “máquina midiática de fabricar medo” ,bem como os demais equipamentos de conforto para contenção da vida em casa (mais…)




Festival Intergalático, a arte do encontro (Insurgentes Intergalácticos)

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Insurgentes Intergalácticos

Assim como as flores nascem apesar do asfalto, há de florescer a potência de criação e colaboração, mesmo em ambientes marcados pela homogenização cultural e a segregação social. Mais do que um encontro, o Festival Intergalático foi um chamado à arte do encontro, tendo a radiodifusão alternativa como elemento agregador entre os diversos convidados. (mais…)




Trabalhador industrial (Sindia Santos)

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Sindia Santos

No ano de 2007, três trabalhadores morreram em dois meses (30/06 a 30/08) na Cosipa, entre eles, Flávio Roberto da Silva Batista, de 26 anos. Todos vinculados a terceirizadas, atuando nas piores e mais insalubres áreas da usina, com salários que correspondem a metade daquele pago pela Cosipa.

O acidente

Flávio não acreditava que moinhos de vento eram gigantes. Então naquela manhã, seguiu sua rotina de dependurar-se nas hélices de braços longos do resfriador de água da usina para lhe dar manutenção. Foi quando o gigante despertou e o arremessou diversas vezes contra as paredes até arrebentar a corda que o segurava. Rodando feito um saco estropiado, Flávio despencou. Foram doze metros de pregas de ar até espatifar-se no chão. (mais…)




Arte/Estado (Xico Chaves)

domingo, maio 23rd, 2010

Xico Chaves

A uma cultura contemporânea agregadora de múltiplas linguagens e diversidade de expressões deve corresponder uma política de Estado também contemporânea, livre da tradição dos modelos de gestão autoritários e centralizadores. Estamos diante de um momento histórico único onde as sedimentações ideológicas convencionais passam por reformulações conceituais, quanto à forma de abordagem da questão cultural e novas estratégias para implementação de ações. Não é mais possível a elaboração de políticas articuladas sem a participação da sociedade e dos setores produtivos da área cultural. (mais…)




Da (est)ética, do artista (Wilton Montenegro)

domingo, maio 23rd, 2010

Wilton Montenegro

Nossa história vai por aí, entre erros e acertos ou, para usar uma expressão retirada de uma conversa entre Elisa de Magalhães e Joel Rufino dos Santos, movida por uma ética flutuante.

Durante a Segunda Guerra, o excelente poeta Ezra Pound escolheu ficar ao lado do fascismo e criou um programa na Rádio Roma no qual exortava os norte-americanos a passarem para o lado de Hitler e Mussolini, além de fazer propaganda anti-semita. “Falando democraticamente, ele é um calhorda, mas em termos acadêmicos é um belo exemplo de um americano totalitário”, disse (mais…)




Arquivos de emergência: atravessar a cidade e mediar a captura (Cristina Ribas)

domingo, maio 23rd, 2010

Cristina Ribas

Deslocar-se de um lugar a outro. Encontrar o que não se conhece. Aprender sobre o que não se sabe. Num percurso dentro de uma mesma cidade, muitas cidades são atravessadas, e nos caminhos que poderiam ser empecilhos, os desafios evitados pelo medo reaparecem como atalhos que levam à aprendizagem e ao afeto. Levam ao encontro de verdades desvendáveis principalmente por que prescindem de olhos nus, sem pré-conceito para encontrá-las.  Levam da aproximação primeira à confiança de uma cooperação. E nessa anti-fórmula do encontro, de repente um percebe que foram extravasados os limites dispostos em editais, a cidade se renomeia de outros tantos lugares e se vê mais pelo avesso do que a realidade primeira poderia esconder. (mais…)







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